2.4.10

"Sucesso" uma palavra bem relativa...

Muito tempo depois de meu último post, que fiz questão de não ler, estou de volta ao meu blog.
O sentimento de escrever o que penso "for fun" meramente voltou depois de dez segundos escutando "Por Favor Não Morra", do Lê Almeida. Sim, você ainda não conhece. Mas eu conheço, e conheço bem.
Muito gostoso pensar na palavra "sucesso" escutando essa música... Lembro de quando eu tinha uns dez anos de idade, brincava com o Leandro, jogava bola, a gente ia lá na casa dos meus pais e zuava pacas, fingia fazer dever de casa mas ficava mesmo era de papo, montava lego lá na casa dele... E o tempo passou...
Ontem peguei o ônibus com a Gisele, colega minha também dos tempos de escola. E começo a voltar no tempo, começo a viajar ao som de "Por Favor Não Morra", que passa a ter um som especial pra mim...
Leandro, o Guedes, foi pra vida militar e tá se dando bem. O Márcio Padilha virou gerente de loja e tudo, e a Carol tá no mesmo caminho. Nunca mais ouvi falar do Paulinho, meu grande amigo de infância. Felipe Lopes, meu companheiro de ilustrações, tá no Extra Supermercados. Adriana Pereira sempre vejo, mas nem sempre falo com ela, sempre passo correndo...
O som do Lê é diferente, é psicodélico, e me faz viajar. Tá tocando "Nunca Nunca". Esse myspace dele é cheio de coisas bacanas, cara!
Vanessa virou mãe. Renata Leite tá no Concer. Evandro foi assassinado, depois de ter assumido a homossexualidade tudo ficou mais difícil pro cara. Felipe Fernandes teve uns três filhos e mora mal, hahahah! Grande Fernandes, saudade das nossas loucuras. Charlô, ou Carlos Eduardo, era nossa grande esperança de sucesso, jogava muita bola, mas hoje trabalha no balcão da Casa do Alemão. Silvana se formou em Química. Dizem que Gutemberg virou bandido, vai saber. Ainda bem que a gente se dava bem, hehehe! :-D
Nunca mais vi muita gente. Ah, meus treze anos... Teve o Bruno Henrique, amigão! Portuga virou diretor já da Padaria. O Marcelo Ribeiro nunca mais vi, mas deve ter virado estrela do rock'n roll. Alexander tava na Fiocruz, ele era meu astro do time de futebol que fui cartola aos treze anos!
Tanta gente... Melhor parar por aqui, não cabe todo mundo, mas lembro da cara de todos, ou, da grande maioria.
Sucesso é uma coisa muito relativa. A gente pode medir de várias formas.
O meu sucesso é lembrar desses caras, e saber que passarei na rua daqui uns dez anos e vão lembrar de mim. Não o grande povão. Mas os meus verdadeiros amigos.

P.S.:
Sabe o ? Virou dono de selo de música, e em breve tá famoso, não se preocupe, você terá notícias dele :-)

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